Se você sabe o que é Bitcoin ou até mesmo só ouviu falar, provavelmente já viu alguém dizer que o bitcoin está morrendo (ou já morreu). É uma frase frequente de se ouvir, em qualquer mínima queda da criptomoeda, mas será que ela é verdadeira? Por isso mesmo escrevemos esse texto para chegar a um consenso: o Bitcoin morreu ou não?

Para quem não sabe, bitcoin é uma moeda criptografada, digital e descentralizada. Isto é, ela se assemelha a um dinheiro eletrônico, seguro e sem um órgão interferindo, como um Estado ou um banco. Além de tudo, por não ter uma instituição “dona” que comanda tudo, é uma moeda anônima também, o que atraiu muitas pessoas no seu surgimento.

 

Além disso, a moeda é fomentada e regulada por seus próprios usuários. Através da dedicação de poder computacional à rede, responsável por resolver cálculos matemáticos complexos para criar novos tokens (novos bitcoins), a rede se torna gradativamente mais segura e confiável.

 

Nascida durante a crise norte-americana de 2008, a criptomoeda mostrou-se imune à influência do modelo, incompetente muitas vezes, de gestão de grandes e pequenas nações, a exemplo, obviamente, da nossa.

 

Apesar do mercado de criptomoedas ser muito volátil, uma queda desse porte é bastante considerável. No entanto, um crash de preço no Bitcoin ou em qualquer outra criptomoeda não é novidade, dado que o BTC é conhecido por ter “morrido” e “ressuscitado” algumas vezes.

 

Uma “morte” famosa do bitcoin foi em 2014, quando a MT GOX foi hackeada. Ela era a maior exchange que negociava a moeda na época, sendo responsável por quase 80% de todas as transações. Como naquele período ninguém sabia ainda que não é certo guardar seus bitcoins com terceiros, muita gente usava a exchange como carteira também, ou seja, deixavam seus bitcoins lá.

 

O resultado disso é que após um hacker invadir a plataforma e roubar 388 milhões de dólares em bitcoins, muita gente perdeu dinheiro e desistiu do bitcoin. Praticamente todos jornais e especialistas disseram que era a morte decretada da moeda. Em apenas 1 ano o valor de mercado do bitcoin caiu 90% e adivinhem… a moeda só cresceu desde então.

 

Eis os dados: nessa “morte oficial”, o bitcoin caiu de 600 dólares a 220 dólares. Brutal, né? Em 2016 o valor atingiu 860 dólares, em 2017 8 mil dólares e em 2018 atingiu 17 mil dólares. Ou seja, quem não queria uma morte dessas, né? O fato é que, mesmo após inúmeras quedas, a moeda só cresce cada vez mais. Não importa quantos especialistas afirmem que “enfim a bolha estourou” e coisas do tipo, a moeda só se fortalece.

 

O Bitcoin é uma moeda inovadora e que sempre se atualiza. Não fica à mercê de governante algum, muito menos de instituições com poder para destruir a moeda. O bitcoin é regido por inúmeras pessoas comuns, que participam da comunidade e ajudam a melhorá-la. O bitcoin nunca morreu e nem nunca irá morrer. Esses boatos só fazem com que pessoas sem muito conhecimento sobre a moeda tenham medo, assim há muita venda e pouca compra. Por isso o preço abaixa, e pessoas com mais conhecimento podem comprar a preço muito baixo. Que coisa, né?

 

O Bitcoin morre várias vezes todos os anos, segundo especialistas do mercado tradicional. A criptomoeda continuará a existir, com sua imensa força computacional e moral, desconstruindo o mundo e a forma como se faz e usa dinheiro. E não há nada que possa parar essa revolução.

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